Num fim de
semana tive a sorte de ir conhecer alguns sítios bonitos de Díli. Uma colega
levou-me a conhecer o Cristo-Rei. Trata-se de uma estátua de Jesus Cristo de
grandes dimensões, de braços abertos, ao alto em cima de um globo terrestre,
que se encontra no cimo de um monte, a olhar para o mar.
|
|
|
Estátua do Cristo Rei
|
A imagem não
é muito diferente daquela que pode ser vista no Pão de Açúcar do Rio de
Janeiro, ou na outra margem olhando Lisboa. O caminho até ao cimo é feito
através de umas escadas. A subida é longa e, neste clima, torna-se árdua. Mas vale
tanto a pena!!! A vista de lá de cima, num pico da ilha, permite ver para os
dois lados: para a Praia dos Portugueses (que já se chamou Praia das Nações
Unidas, parece) e para a Praia do Cristo-Rei.
|
|
|
|
|
Praia dos Portugueses
|
|
Praia do Cristo Rei
|
É lindo,
sobretudo por ver aquela água tão límpida e transparente que se estende por
vários metros desde o areal. Depois de termos subido, descemos para o lado da
Praia dos Portugueses. Trata-se de uma praia com pouco areal, com árvores que
chegam quase junto da água, de areia branca e água transparente. Infelizmente,
o areal estava muito sujo, com muito lixo espalhado. Explicaram-me depois que
algum deste lixo vem pelo mar; parece que costumavam limpar a praia há algum
tempo atrás, mas como também é pouco frequentada, parece que deixaram de o
fazer. Na verdade, nas quase 3 horas que lá passámos, só vimos umas dez
pessoas, espalhadas pela larga baía. Cruzámo-nos com apenas 3 senhores, dois
dos quais deveriam ser australianos, mas todos muito simpáticos. Poder estar
deitada na praia mas com a sombra de uma bonita árvore foi maravilhoso.
|
|
|
Praia dos Portugueses, com o Cristo Rei ao fundo
|
A água é
simplesmente perfeita, nem muito quente, nem muito fria, mas calçado é
obrigatório pois está cheia de pedras que tornam a entrada algo difícil.
Foi um bom
momento de relaxamento e de convívio com a natureza. A toda a volta as
montanhas de vegetação baixa e rara. O leve bater de ondas pequenas era o único
som que cortava o silêncio. Foi uma boa experiência para mim, que não sou
particularmente adepta de praia.
Tornámos a
subir até meio do percurso para o Cristo-Rei para poder regressar à Praia do
Cristo-Rei. Na descida, e depois de salientar como as escadas eram perigosas
por as pedras estarem muito polidas e o tamanho dos degraus ser estreito e
irregular, eu pude experimentar na primeira pessoa esse perigo: escorreguei e
caí num lance de degraus. A minha colega estacou com receio de que eu me
tivesse magoado a sério, mas felizmente não tive mais do que algumas nódoas
negras, nas partes que efetivamente ficaram a conhecer intimamente os degraus! Realmente,
é necessário ter atenção e cuidado a subir e descer estas escadas, o tempo
tornou-as muito polidas e por isso escorregam bastante, e nós, seres humanos,
não temos a agilidade e o equilíbrio destas cabras do monte que por ali se
passeavam (e que devem ter rido às minhas custas!).
|
|
|
Cabra do monte na subida do Cristo Rei
|
Esta praia é
um pouco diferente da dos Portugueses, mas achei-a muito agradável. Tem pouco
areal, e o mar permanece numa espécie de baía lagunar por uma boa extensão até
finalmente ter ondas. Novamente, calçado é imprescindível, por causa de rochas
e pedras.
|
|
|
|
Praia do Cristo Rei, na maré baixa
|
Selfie na Praia do Cristo Rei
|
Quando
estavamos cansadas da praia, e na falta de táxis por estes lados, caminhámos
durante uns 20 minutos até à Praia da Areia Branca. Pelo caminho pudemos
apreciar alguns aspetos pitorescos deste sítio à beira-mar: as curiosas
entradas para a praia, sempre com animais ou representações em estátua, e as
sombrinhas redondas.
|
|
|
|
Entrada da praia na Praia do Cristo Rei
|
Sombrinhas na marginal da Praia do
Cristo Rei
|
Chegámos
finalmente à Praia da Areia Branca. Esta praia é uma baía em que a profundidade
da água é muito baixa, pelo que alguns colegas chamam-lhe ‘poça’. Quando a maré
está cheia a água até é límpida, mas na maré baixa isso não acontece.
|
|
|
|
Marginal da Praia da Areia Branca
|
Esplanada na Praia da Areia Branca,
a beber uma água de côco
|
Nesta praia
existem algumas esplanadas exploradas por cafés e restaurantes. Experimentei
pela primeira vez uma água de côco bem fresquinha e gostei. Foi extremamente
refrescante depois de uma longa caminhada debaixo de sol. Almoçámos nesta
esplanada, a olhar o mar. Aqui o silêncio não foi muito abundante. Eram vários
os grupos de Portugueses que se encontravam na esplanada, a aproveitar o sol e
a banhar-se, foi bom estar rodeada de pessoas a falar e a divertir-se, de
repente quase que fui ‘transportada’ para Portugal.
E por aqui, pela
terra dos crocodilos, os únicos que vi até agora foram estes 3, mas como podem
ver, são inofensivos! Estão na estrada de acesso à Praia da Areia Branca.
|
|
|
Monumento com crocodilos junto da Praia da Areia Branca
|
O problema
destes locais, que são bastante deslocados do centro de Díli, é que se torna
muito difícil encontrar táxi para regressar. Quando as pessoas têm transporte
próprio podem estar descansadas, mas esse não era o nosso caso. Quando pensámos
regressar não havia nenhum táxi. Começámos a caminhar na esperança de encontrar
algum pelo caminho, mas ainda demoraram mais de 40 minutos até finalmente aparecer
um que estivesse livre e nos levasse de volta ao centro. Pelo caminho fomos
tentando admirar a paisagem e aproveitar as poucas sombras que nos foram
aparecendo.
|
|
|
No caminho de regresso a Lecidere, no centro de Díli
|
O balanço
final foi ótimo: foi um bom passeio, com muito calor e muito sol.
Sem comentários:
Enviar um comentário